KIT MBP - TAINÁ ALMEIDA

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por Grupo de Trabalho Moda e Beleza

      O objetivo desta série de posts é simples: fazer com que nossas leitoras conheçam o que cada integrante do Meninas Black Power não deixa de carregar no dia a dia e, principalmente, inspirar através das nossas dicas. Se identificou com o tom de pele, textura do cabelo ou gosto pessoal de alguma integrante? Então confere a listinha! Quem sabe alguma coisa não sirva pra você também? A primeira lista é da Tainá Almeida. Vamos lá!



1 - Talco cremoso antisséptico Pink, Granado - R$ 17,50
2 - Gel protetor de calos e bolhas Pink, Granado - R$ 31,50
3 - Desodorante antitranspirante Rexona Woman Powder, Rexona - R$ 6,65
4 - Lenços de papel antibrilho de pele, Mary Kay - R$ 28,00
5 - Deo Colônia 'Brincando num campo de melancias', Quem disse, Berenice? - R$ 25,90
6 - Gloss Labial Vermelho, Quem disse, Berenice? - R$ 25,90
7 - Enxaguante bucal Colgate Plax Fresh Mint, Colgate - R$ 14,50
8 - Intense batom coleção efeito mate cor 330, O Botiário - R$ 16,99
9 - Pente garfo - herdado do pai

MBP + SERCIDADÃO - I ENCONTRO NEGRITUDE, CIDADANIA E EDUCAÇÃO

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por Élida Aquino
      A Associação SerCidadão nos convidou para participar do I Encontro Negritude, Cidadania e Educação, no dia 17 de novembro de 2014. Hoje queremos compartilhar esta experiência com vocês! Foi uma tarde extremamente inspiradora onde tivemos a oportunidade de trocar ideias sobre negritude, empoderamento, identidade e futuro com os jovens que participam das atividades desenvolvidas constantemente por lá. O propósito era gerar reflexões que ultrapassassem as barreiras "mês da consciência negra". 
         Estavam com a gente na roda de conversas o projeto Wg de Rua, Leônidas Lopes (Grupo Palco Mil Sonhos) e a professora Fernanda Freitas (Escola SESC de Ensino Médio, uma das responsáveis pelo projeto África). A galerinha pôde ouvir sobre como surgiu o trabalho do Coletivo Meninas Black Power; o que fazemos através das mídias digitais e, principalmente, fora delas; o valor de fortalece a própria identidade na juventude e pensar no futuro como oportunidade de ascensão para nossa comunidade. Foi ótimo! 
        Além da roda de conversas, aconteceu a exposição Boneca Preta É identidade (Era Uma Vez o Mundo) e oficinas de maquiagem para pele negra e amarração de turbantes (CrespoSoul). Nós adoramos e com certeza vamos voltar outras vezes!

SHOCK NO SISTEMA

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por Renata Morais

Foto: Renata Morais
      Muito se fala sobre ser mãe de princesas. Eu sou mãe de uma heroína. Uma das minhas filhas tem 3 anos, ama heróis e também gosta de se vestir como eles.
      Recentemente a escola da Elis marcou uma festa à fantasia. Perguntei a ela como ela queria ir e ela disse que queria vestir-se como o Super Shock. A nossa família é fã de HQ, a cultura pop é bastante influente aqui em casa, e por conta disso sabemos bem que não temos muita, quase que nenhuma, representação preta. Observar que ela se identifica com o Virgil, protagonista negro, adolescente, que usa dreads, que cresceu sem a mãe e que sofre com o racismo na escola, é incrível pra mim. Vejo que, apesar de tão pequena, ela já consegue se ver, já acha os seus. 
     Pois bem, fizemos a fantasia em um dia apenas, com a ajuda da minha sogra (incrível sogra!). Usamos a criatividade e montamos a heroína. Ela acordou às 6h da manhã, se vestiu e foi. Andou pelas ruas do bairro como se tivesse super poderes, atraiu olhares curiosos, não se intimidou. Seguiu. Ao chegar na escola percebi que os pais estavam curiosos, principalmente os pais das meninas. Provavelmente estavam pensando: "Que roupa estranha é essa? Que princesa será essa que eu nunca vi?". No meio de reproduções da Elsa, fadas, Minnie, ela permaneceu. Não se acanhou por ser diferente. Percebeu logo que só tinha uma heroína ali.
     Passou o tempo, ela se distanciou e foi ficar com as amigas. Eu senti orgulho. Confesso que não teria essa coragem, não nessa idade. Confesso que com 3 anos eu queria ser a fada. Não por amar fadas, mas sim por não ter a segurança de ser diferente. Voltei pra casa altiva. Voltei com a certeza que sou mãe de uma heroína. Grandes poderes, grandes responsabilidades.

SOBRE CRESPO, A LUTA E A GRATIDÃO

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por Adriane Henderson
Fonte: Tumblr
      Tenho andado pelas ruas e perdido as contas. Perdido as contas de quantos cabelos crespos vejo por aí. Crespos mesmo, do jeito que eles são em todo o seu embaraço, com todas as suas irregularidades, em toda multiplicidade de cor e texturas. Não “relaxados”, não “domados” como os querem os rótulos de xampu. Cabelos crespos que andam por aí a fazer reverências à cor da pele, aos largos narizes, às grandes bocas, aos largos e fortes quadris. Crespos que guardam memórias e vão por aí a encrespar também os que insistem em alisar o mundo. Tenho andado pelas ruas e sentido gratidão por cada homem, cada mulher preta que, com seu cabelo, me oferece também a sua história, sua resistência. E compartilha comigo uma dor que de tão cotidiana parece, por vezes, nosso lugar comum. Me oferecem, com seus crespos, a chance de saber-me bonita. Bonita, sim! E me oferecem, acima de tudo, as possibilidades de me identificar, de poder pensar: "talvez meu cabelo ficasse bem com esse corte"; "talvez meu cabelo fique bem com essa cor". 
      Parece uma bobagem quando você não viveu uma vida em que durante vinte e poucos anos seu cabelo não tem outro lugar se não o "cabelo ruim"; o que precisa "dar um jeito"; o que "tem volume de mais"; o que "não tem jeito". Amarra! Prende! Tá feio assim! Alisa logo! Uma violência tão sutil quanto institucionalizada, praticada dentro de casa, entre os amigos e por aqueles que te querem bem. Hoje reverencio meus antepassados que com suor e sangue resistiram e ainda assim nos ofereceram alegria e beleza na música, na dança, nas artes, na mitologia. Tenho andando pelas ruas e reverenciado cada homem, cada mulher preta que com seu crespo exerce liberdade, por que essa só pode estar presente no gesto cotidiano, nunca foi institucional. Reverencio cada homem e cada mulher preta que com seu crespo segura a minha mão e me faz hoje afirmar com toda minha força: "sou negra ainda que tu me queiras morena".

TEU CORPO NÃO É ESTRANHO

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por Jessyca Liris
Ilustração: Markus Prime Art
      Eu nunca vi um corpo como o meu na TV. Mal via pessoas como eu. Estudava em escola particular com um monte de meninas brancas, e na aula de natação, uma delas gritou: "sai daí, Jessyca, com essa bunda cheia de estria! Ninguém quer ver não". Nem sabia o que era isso, e daí veio todo o medo. Quando digo que nunca vi alguém como eu, quero dizer: mulher preta, de cabelo crespo, não-magra, com curvas sem simetria, com celulite e estrias.
       Eu cresci achando que estava sempre errada, com medo de me mostrar, com pavor de que alguém visse esse tanto de defeito que a sociedade me grita a todo momento. Eu ia à praia de bata de manga comprida (só usava biquíni em casa); "meu corpo é feio", pensava, e isso martelava na minha cabeça. "As pessoas vão ficar me olhando, apontando pra minha bunda feia e pra minha falta de peito" martelava minha cabeça o tempo todo... Já não bastava ter a bunda toda cheia de estrias, celulites e mole, tinha ainda os seios pequenos. "Toda errada", martelava e martelava. 
     Um momento novo se iniciou, e comecei a ter relações sexuais, e só enquanto houvesse uma luz apagada, eu estava ali, e assim ia. Fui levando e sempre de luz apagada, mas tive a sorte de ter, por um tempo, um namorado que me ajudou a desconstruir toda essa ideia negativa e eu passei a rejeitar menos o meu corpo. Ele elogiava excessivamente a minha bunda porém ria dos meus seios, o que me fez querer, por alguns anos, fazer uma cirurgia pra poder aumentá-los e me sentir menos pior. Mais algum tempo se passou, o relacionamento terminou e a necessidade de ter relações sexuais crescia, e agora? 
      Alguns relacionamentos frustrados e eu já não queria mais namorar. "Mas como vou mostrar esse corpo estranho pra alguém sem que haja algum sentimento? Ninguém que não me goste ao menos um pouco vai querer esse corpo estranho." Isso martelava na minha cabeça. Fiquei por anos transando mal e achando meu corpo estranho. Nunca me sentia à vontade por achar que os caras estavam contando quantos buracos eu tenho na bunda (isso porque nem vou falar da minha vagina, que dobra o complexo) e os meus seios que sempre são alvo de comentários, por serem pequenos, quase zero. Foi assim até que assumi o meu cabelo crespo, aumentando minha autoestima, a minha confiança. Passei a ir a praia de biquíni com as amigas, mas nada de foto e com short também, afinal, "ninguém precisa ficar vendo essa bunda estranha". 
      Assumi o cabelo, ia a praia de biquíni, comecei a andar com outras pessoas e logo a transar com outras pessoas. Repetia pra mim "teu corpo não é estranho e o racismo não vai te engolir", como um mantra, e comecei a entender meu complexo em relação ao meu corpo. Comecei a entender que a culpa é do racismo e do machismo que me fazem desejar ter o único corpo preto que aparecia na televisão: o da Globeleza, que nada tinha igual ao meu corpo, a não ser a cor meio amarronzada. 
      Fazer parte do movimento negro, de um coletivo de mulheres pretas, ouvi-las e lê-las, me fez compreender o ódio ao meu "corpo preto estranho" e atualmente não é muito diferente. Hoje me olhar no espelho ainda é estranho, ainda dói, ainda aparecem um monte de possíveis reparos e incontáveis perguntas do tipo "pra que e por que um corpo tão estranho?". 
      Mesmo sem um desfecho brilhante vi a necessidade de escrever, tentando dizer que (difícil por em palavras)... que eu sei que não sou a única. Senti necessidade de dizer que não criem esse complexo como o meu, e que nosso corpo preto é mais do que parece. Senti necessidade de dizer que nosso corpo com essas formas contam histórias.

DICAS PARA ESCAPAR DA QUEBRA NA TRANSIÇÃO

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por Élida Aquino

Foto: Shaina

      A gente sabe bem que a transição do cabelo com química para o natural não é simples, mas com alguns cuidados é possível tornar esta fase mais leve. Este post é especial para quem está considerando voltar ao natural ou já começou a "jornada". Ele foi inspirado em um artigo originalmente publicado em Black Hair Information. Aqui vocês encontrarão dicas úteis para preservar os fios da quebra até que chegue o momento do corte. Aproveitem, Meninas!

1.    Não esqueçam a proteína!
Tratamentos que contenham proteína vão dar a força extra que o momento da transição necessita. O ideal é eliminar os danos causados pelar químicas utilizando estes tratamentos intensos, hidratações e cortes leves. Investir em tratamentos assim nunca será prejudicial, já que é de proteína que nossos fios são compostos. O truque é encontrar tratamentos que agradem. Vejam aqui algumas receitas pra testar (estão em inglês, mas é fácil entender).

2.    Evitem mexer muito e invistam em penteados protetores
A transição é o momento perfeito para começar a tratar o cabelo com toda a gentileza do mundo, caso vocês não tenham feito isso antes. O cabelo já está fragilizado por todos os processos químicos pelos quais passou e manipulá-lo demasiadamente pode ser prejudicial, por isso pratiquem penteados que possam ser usados por vários dias sem precisar remover, especialmente neste período. Podem ser twists, tranças, etc. Importante lembrar que tranças muito finas podem danificar os fios. Usem tranças com maior espessura, fiquem com elas por até 2 meses e não esqueçam de dar aos fios um tempo de repouso (entre uma trança e outra) de no mínimo duas semanas (aproveitem esse tempo para investir nos tratamentos).  Muitas meninas também têm dúvidas sobre usar alongamentos nesta fase (já falamos sobre o assunto aqui). Lembrem-se que é preciso muito cuidado na forma de colocar o cabelo do alongamento e mais cuidado ainda no tratamento e manutenção. Vejam aqui um exemplo prático de como devem ser as tranças e confiram abaixo exemplos de penteados que ajudam na transição. 

Dica: buscando por protective hairstyles Google, YouTube e outras redes vocês podem achar mais coisas. Neste painel do Pinterest, pro exemplo, há muita ideia pra testar!

3.    Invistam em materiais adequados para pentear
Queremos reduzir a quebra e danos ao máximo, então investir em pentes e escovas de boa qualidade é essencial. Façam suas pesquisas e encontrem as melhores opções pra vocês. Escolham as que irão se adequar ao tipo de fio natural, mesmo a maior parte do comprimento ainda esteja com química. Ah! Não esqueçam que os dedos são ótimos aliados para pentear e não custam nada. Colocamos abaixo um vídeo da Vânia Luz que pode ajudar a entender mais.



4.    Fronhas, lenços e toucas de cetim ou seda
Ainda falando sobre "grandes ferramentas", apostem nos benefícios de proteger os fios com seda e cetim quando forem dormir. Esses tecidos preservam os fios e deixam os níveis de umidade sempre equilibrados. Vejam abaixo  a dica da Beatriz Andrade de como fazer uma touca em casa:



5.    Evitem o calor
Pode ser tentador dar "um jeitinho" para disfarçar a diferença de texturas, mas evitando o calor também evitarão muita quebra e os tratamentos de proteína vão cumprir a missão de reparar os danos, por exemplo. Nesta fase a parte mais frágil do fio é a linha que divide a porção natural da que ainda está com química e  a adição de calor agravará qualquer possível dano.

6.    Condicionamento profundo regularmente
Condicionando profundamente vocês manterão os níveis de hidratação do cabelo. Esse tipo de tratamento pode ser feito durante a noite ou em menos de 15 minutos, dependendo dos produtos usados e da condição dos fios.

7.    Lavem o cabelo por partes
Esta é uma super dica, hein?! Preservem esse hábito depois da transição, aliás. Dividam o cabelo em quantas partes acharem melhor (lembrem-se: quanto menores forem as partes, mais fácil será desembaraça e aplicar os produtos) e mãos à obra! Vejam abaixo um exemplo dado por Mane Moves sobre como preparar, lavar e condicionar o cabelo.



8.    Façam "co-wash" e/ou tentem usar shampoo sem sulfato
Pra quem não conhece, o co-wash (que vem de "conditioner washing", "lavar com o condicionador”) consiste em substituir o shampoo pelo condicionador na limpeza dos fios. Utilizar o condicionador (preferencialmente sem petrolatos) na limpeza não retira a oleosidade natural e é uma maneira rápida de aumentar a hidratação quando faltar tempo para investir em um tratamento completo. Usando um shampoo livre de sulfato (já que este componente abre as escamas dos fios, fragiliza e torna o cabelo vulnerável ao ressecamento e perda de nutrientes) a limpeza está garantida e os fios não serão agredidos. Determinem quantas vezes é possível encaixar o co-wash e o uso do shampoo na rotina capilar.

9. Usem os produtos certos
Produtos cosméticos específicos para cabelos crespos ou cacheados ajudarão na transição. Cremes para pentear, óleos vegetais, manteigas, máscaras de tratamento e etc., podem ajudar a lidar com a diferença de texturas e ainda promovem a saúde dos fios. Sabemos das limitações quando o assunto é encontrar produtos acessíveis no mercado comum, mas não percam a disposição, ok? Pesquisem e testem até que encontrem os que vão se encaixar com o tipo de fio e rotina capilar de vocês.


Alguma dúvida? Podem entrar em contato com a gente aqui nos comentários, mensagens na página do Facebook ou no email blogmbp@gmail.com. Também vamos gostar de ler dicas das que já passaram com louvor pela transição. Vamos lá!

PAREM DE DIZER ÀS MULHERES NEGRAS QUE SEJAM FORTES!

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por Élida Aquino

Fonte: Stop Telling Women to Smile

      Já há algum tempo que me encantei pela intervenção mental que o Stop Telling Women to Smile (algo como "parem de dizer às mulheres que sorriam") propõe. Acho que a Tatyana Fazlalizadeh pegou o “não sou obrigada” nosso de cada dia e colocou no papel, sabem? Temos repetido esta ideia como um mantra, mas numa sociedade onde nos pedem o tempo todo que sejamos bonitas, bem-sucedidas, agradáveis, educas e etc., é sempre bom lembrar. Sim, queridas leitoras, não somos obrigadas! 
      Depois de ler o texto de Tanisha Lynn Pyron (que compartilho abaixo) e observar outra vez o STWS, fiquei pensando em quantas obrigações nós, mulheres pretas em todo mundo, encontramos pelo caminho. Pensei mais: de quantas delas sabemos nos livrar? Não sei se já pensaram em quantas coisas precisamos ser, quantas coisas achamos que precisam estar sempre sob nosso controle, mas é fácil entender que muitas delas nos atingem feio e muitas de nós, infelizmente, não sabem como se abrir, desabafar, compartilhar o peso que as pressões desse mundo nos colocam sobre os ombros. Tudo nos forja pra estarmos sempre fortes, prontas, sem jamais fraquejar, certo? Mas será que é natural estarmos sempre assim? Aprendi com minhas irmãs dentro do MBP que precisamos caminhar juntas e levar as cargas, falar mais do que nos machuca, saber pedir que segurem nossas mãos quando as coisas ficam complicadas  demais pra resolvermos sozinhas... Bem, este post poderia render muitas denúncias sobre nossas dores, mas só quero oferecer às minhas iguais uma forma de enxergar que todas necessitamos de suporte em algum momento, que não precisamos ser fortes o tempo todo, que é saudável saber se livrar dos pesos e que não podemos deixar que nossas lutas nos sufoquem, nos matem, nos roubem de nós
      Desejo em nome do Coletivo MBP que vocês vivam bem, que a resistência sirva também pra nos libertar a cada dia mais.

PAREM DE DIZER A MULHERES NEGRAS QUE SEJAM FORTES!
Por Tanisha Lynn Pyron, via 50 Shades of Black

"Mais alguém notou a grande quantidade de suicídios de algumas irmãs negras notáveis no último ano? Irmãs fortes, que pareciam ter tudo? Karyn Washington (22 anos, criadora do blog For Brown Girls) e Titi Branch (45 anos, co-fundadora de Miss Jessie’s) são bons exemplos. O mito da mulher negra e forte está literalmente MATANDO irmãs.
Por que nós usamos nossa força e independência como um distintivo de honra? Será que é porque dói ouvir respostas aos nossos pedidos de ajuda? Por que somos culturalmente estimadas e admiradas por nossa capacidade de absorver e tolerar situações negativas e tempos difíceis? Querem saber um segredo? Eu, na verdade, me sinto ofendida quando as pessoas adoram minha "força de menina negra" porque isso significa que eles nunca reconheceram minha necessidade de ajuda ou buscaram justiça em meu favor. Famílias e comunidades reais acolhem e oferecem força para aqueles que amam. Eu peço apoio e ajuda quando preciso. Posso receber? Raramente... Mas ainda assim eu pergunto. Reclamo e choro quando preciso; faço minhas preces e recebo conselhos quando preciso (porque não tenho todas as respostas sob meu domínio); estou inclinada ao meu coração e aos que me amam e me conduzem a reconhecer a verdade.
           Independente do motivo para o qual foi planejado, tudo na criação possui pontos fortes e fracos. Isso é equilíbrio. Nós lidamos com coisas que pensamos ser fortes de forma diferenciada. Aplicamos mais pressão e peso porque acreditamos que podem suportar tudo. Essa pressão produz estresse e tensão e pode ser que o que pensávamos ser forte e resistente desmorone. Sabemos o que estresse e tensão fazem com o corpo e a mente. Algumas irmãs têm ataques cardíacos, derrames, desmaios, perdem a funcionalidade ou tornam-se viciadas simplesmente porque a vida lhes deu mais do que poderiam suportar, uma carga desproporcional, e ninguém estendeu a mão para ajudar. Apoiem suas irmãs. Gentilezas e abraços fazem maravilhas. Mulheres negras precisam de ajuda também! Mulheres independentes precisam de apoio também! 
A força é equilibrada pela fraqueza."